Ontem teve lugar o primeiro ensaio de "Vivó Bode!", um espectáculo de poesia satírica que promete algumas surpresas.
E foi no espírito divertido e irreverente dos poemas, que se tirou a primeira foto do elenco... para mais tarde recordar!
Rosmaninho é uma menina muito especial... Vive com o Pai Serapião, um artesão de brinquedos, numa casa que serve de oficina e loja de brinquedos. Ao aproximar-se o aniversário de Rosmaninho o pai enfrenta um dilema em relação ao presente que terá que escolher para a sua filha Rosmaninho. O dinheiro não é muito... e Rosmaninho é uma criança que não sabe brincar.
O conflito entre a espiritualidade do pai e a visão puramente materialista da filha está sempre presente. Durante esse fim de tarde, Rosmaninho é visitada por uma série de personagens. Alecrim o seu amigo preferido, Salsa a sua rival, e Rosa uma vendedora de flores muito especial, Paprika, a sua eterna empregada de limpeza, para além de um coleccionador de brinquedos muito enigmático que entra na loja com a intenção de comprar todos os brinquedos.

Em cena durante o mês de Maio, venha conhecer a história da Rosmaninho!
Ficha Artística/Técnica
Autores do Projecto: Guilherme Filipe e Jorge Gomes Ribeiro
Encenação: Guilherme Filipe
Elenco: Rita Trindade, Pedro Martinho, Quimbé, Ruben Santos, Sérgio Moura Afonso, Nuno Bernardo, Sónia Neves, Inês Fernandes; Catarina Belchior
Direcção Musical: Maestro Francisco Cardoso
Coreografia: Bruno Cochat
Horários:
Sábados às 16h00
Domingos às 11h00
M/4
No blog www.momentosdeluar.blogspot.com encontrámos uma poética crítica a "O Tinteiro".
A música irrompe;
A cortina abre...
O Homem... ali...
Um homem que gostava da Primavera
e do cheiro dos campos floridos.
Uma secretária fria,
um tinteiro e uma caneta
e livros incontáveis de folhas em branco
para escrever e
vários carimbos, muitos...
que a vida de cada um de nós é feita de carimbos.
E a miséria, a distância, a falta de amor,a doença, a incompreensão
com que se matam aqueles que não conseguem alinhar completamente
pelo politicamente correcto.
Um homem, uma família em perda, uma alma sofrida
e o sistema - o Big Brother que nos controla a todos
e nos corrói a alma.
Finalmente o Amigo - o Amigo!
aquele que ouve e compreende; o Amigo que
não precisa de fazer perguntas para ajudar;
o Amigo que está ali, pé firme para o que der e vier...
e ANGÚSTIA sempre presente...
O SISTEMA a controlar,
O SISTEMA a exigir,
O SISTEMA a condenar,
O SISTEMA a aniquilar!
E um único Amigo!
Amigo que acaba por sucumbir ao Sistema!
UM HOMEM ABSOLUTAMENTE SÓ
IRREMEDIAVELMENTE SÓ !
E as ilusões perdidas - do futuro, da família, do trabalho,
da subsistência, do amor, do companheirismo...
Só resta o AMIGO
que finalmente reencontra, fora do espaço e do tempo,
num espaço e num tempo onde já não há necessidade
de sentir o perfume das flores às escondidas
porque não há ninguem a controlar.
Num tempo em que é tempo de ir ver o mar
que nunca tinha sido possível ver...
e viajar pela liberdade, como se fosse um pássaro...
Não vou escrever mais sobre a peça que está em cena e que estreou
ontem no Teatro Lurdes Norberto, em Linda-a-Velha, com a encenação
magistral do meu amigo Armando Caldas.
Ontem não contive as lágrimas muitas vezes.
Acho que todos nós nos revemos um pouco no
Senhor Crock
a personagem central da peça "O TINTEIRO"
da autoria do autor espanhol Carlos Muñiz.
Todos nos sentimos, uns mais do que outros, encurralados
nesta Sociedade feita para humanos, com regras desumanas.
O Big Brother espia os nossos actos e na nossa vida.
Quantas vezes já sentimos que não somos capazes de carregar o fardo
que não somos compreendidos e nos refugiamos, simplesmente
na esperança de um destino final
lindo e libertador?
Ontem senti-me Crock algumas vezes
e chorei, não sei se por mim se pelo sistema
que construimos e que, no entanto, não
consegue fazer felizes a grande maioria dos cidadãos...
mas isso são outros contos...
VÃO AO TEATRO DE LINDA A VELHA
VÃO VER O "TINTEIRO"
Vão ver que vão sair de lá mais conscientes
do vosso papel como homens e mulheres.
Não tenham medo de chorar como eu
porque isso é bem humano.
E não se esqueçam de agradecer ao Armando Caldas
e a todos os Artistas, o excelente espectáculo
que nos proporcionam e que nos ajuda a
lembrar que continuamos a ter que
lutar contra tudo aquilo
que pode matar a dignidade humana!
Abraço para todos!
Dad"
Uma noite, na alvorada dos tempos, um grupo de homens juntou-se numa pedreira para se aquecer em volta de uma fogueira e para contar histórias. De repente, um deles teve a ideia de se levantar e usar a sua sombra para ilustrar o seu conto. Usando a luz das chamas fez aparecer nas paredes da pedreira, personagens maiores que o natural. Deslumbrados, os outros reconheceram por sua vez o forte e o débil, o opressor e o oprimido, o deus e o mortal.
Actualmente, a luz dos projectores substituiu a original fogueira ao ar livre, e a maquinaria de cena, as paredes da pedreira. E com todo o respeito por certos puristas, esta fábula lembra-nos que a tecnologia está presente desde os primórdios do teatro e que não deve ser entendida como uma ameaça, mas sim como um elemento unificador.
A sobrevivência da arte teatral depende da sua capacidade de se reinventar abraçando novos instrumentos e novas linguagens. Senão, como poderá o teatro continuar a ser testemunha das grandes questões da sua época e promover a compreensão entre povos sem ter, em si mesmo, um espírito de abertura? Como poderá ele orgulhar-se de nos oferecer soluções para os problemas da intolerância, da exclusão e do racismo se, na sua própria prática, resistiu a toda a fusão e integração?
Para representar o mundo em toda a sua complexidade, o artista deve propor novas formas e ideias, e confiar na inteligência do espectador, que é capaz de distinguir a silhueta da humanidade neste perpétuo jogo de luz e sombra.
É verdade que a brincar demasiado com o fogo, o homem corre o risco de se queimar, mas ganha igualmente a possibilidade de deslumbrar e iluminar."
Robert Lepage
Reservas:
DIA 5 DE FEVEREIRO, 16 h.
ESPECIAL DE CARNAVAL
VEM MASCARADO(A):
NO FINAL DO ESPECTÁCULO VAIS DESFILAR NO NOSSO PALCO!!!
E no intervalo temos uma GRANDE surpresa para ti!!!
“ERA UMA VEZ UM LOBO”

MAIS DE 2000 PESSOAS JÁ VIRAM!
Dezembro / 2007 = Lotações sempre completas!!! Janeiro de 2008 está igual!!!
O público pediu, o Lobo continua:
Todos os Sábados, às 16 horas
Vê os anexos, vai a http://www.intervaloteatro.net/ e confirma tudo
Auditório Municipal Lourdes Norberto
Linda-a-Velha
Adulto: 7€ / Criança: 5€
RESERVAS: 21 414 17 39
(preços MUITO especiais para Grupos)

Por um Mundo melhor
No Mundo em que vivemos existem ruas, carros, casas, etc.
Mas… Quem faz as ruas? São as pessoas. Quem faz os carros? As pessoas. E as casas? Claro, são as pessoas.
Para além da Natureza, são as pessoas que fazem tudo o que o Mundo tem. Por isso, o que faz o Mundo ser o que ele é hoje são as pessoas que nele vivem.
Perguntas tu: o Mundo não está bem, afinal quem são as pessoas? Ora, somos nós!!!
Nós é que fazemos o Mundo em que vivemos, nós somos os responsáveis por ele e – vamos lá falar verdade – somos nós os culpados do Mundo em que vivemos estar neste estado: triste, esfomeado, poluído e mal tratado.
Como é que se muda o Mundo em que vivemos? Sozinhos? Com pouca gente? Espera-se que alguém o faça? Encomenda-se um Mundo novo?
Eu acho que é urgente que toda a gente perceba primeiro que conseguimos mudar o Mundo se formos melhores, para nós e para ele.
Por isso, o Lobo que te oferecemos nesta estória é um bom exemplo: se cada um de nós mudar, se cada um de nós quiser ser melhor, menos avarento e mais amigo, menos egoísta e mais solidário, menos opressor e mais fraterno, se conseguirmos tudo isso, chegamos lá!
Filipe Almeida
Interpretações:
Narradora: Ana Luís
Conselheiro: Carlos Paiva
Rei: Fernando Tavares Marques
Rã: Ana Paula Almeida
Ama: Miguel de Almeida
Rainha: Sandra do Vale
Fada Laranja: Paula Carvalho
Fada Azul: Neca
Fada Verde: Sandra Bregante
Fada Roxa: Ana Paula Almeida
Lobo: João Pinho
Princesa: Neca
Capuchinho Vermelho: Sandra Bregante
Cigarra: Paula Carvalho
Formiga: Ana Paula Almeida
Porquinho Primeiro: Fernando Tavares Marques
Porquinho Segundo: António Fonseca Tavares
Porquinho Terceiro: João José Castro
Caçador: Miguel de Almeida
Direcção Musical: Luís Macedo; Letras: Carlos Paiva; Coreografia das Cantigas: Rita Trindade; Cenografia: Carlos Paiva; Figurinos: Paula Guerra; Som (Gravação): Luís Macedo; Som (execução): Fernando Dias; Luminotecnia: Filipe Almeida; Filmagens e Audiovisual: Luís Reis, Carlos Paiva e Filipe Almeida; Guarda-Roupa: Odete Neto; Cartaz: Ana Bolhão; Administrativa: Fátima Morais; Assistente de Encenação: João José Castro; Encenação: Filipe Almeida; Coordenação Geral: Armando Caldas
No palco do Auditório Lourdes Norberto, em Linda-a-Velha, “Torga” é a palavra feita Poesia e Teatro.
Encenada por Armando Caldas e levada a cena pelo Grupo de Teatro Intervalo para assinalar o centenário do nascimento do escritor e poeta, uma biografia teatralizada, poesia e a peça “Mar”, constituem uma sublime viagem à verdade da escrita e do pensamento de Miguel Torga, homem, poeta e dramaturgo de eleição.
Em “Mar”, o palco enche-se de sentimentos e cada palavra vale inteira o sentido rico do património das gentes e de todas as memorias vivas e guardadas na alma do escritor, tão genuína e generosamente cantadas no verso “De nenhum fruto queiras só metade”.
No palco de Linda-a-Velha, a riqueza da palavra de Miguel Torga viaja entre os aromas da terra transmontana e o mar, então chão de outras histórias, diferentes e iguais do mesmo Homem que o poeta inscreve na verdadeira criação da Vida e da Natureza, à margem de qualquer divindade transcendente.
Em “Torga” e em “Mar”, o elenco do Grupo de Teatro Intervalo exalta e homenageia da melhor maneira a memória do humanista, do poeta e do dramaturgo, convocando para o palco a pureza genuína do autor e a arte e as emoções do melhor teatro.
O espectáculo está em cena até 28 de Julho, todas as sextas-feiras e sábados às 21h30.
Carlos A. Saraiva
"O Barbeiro de Sevilha" - A Revolução a rir
No Auditório Lourdes Norberto, cruzam-se as emoções do Teatro e as palavras de liberdade que marginam todo o percurso de Beaumarchais.
Em "O Barbeiro de Sevilha", que Armando Caldas põe à medida do palco de Linda-a-Velha, são os aromas dessa liberdade que enchem a sala de um grito feito da sátira mortífera e premonitória que identifica o autor à porta da Revolução Francesa. Rosina (Neca Tomás) e Bártolo (Fernando Tavares Marques), a jovem e o velho tutor prepotente e possessivo, servem o pleno da metáfora de um poder gasto, caduco e condenado, que a solidariedade revolucionária e a inteligência de Fígaro (Hélder Anacleto) aniquila e reduz ao ridículo de todas as formas de ditadura, impondo a verdade livre, elevada à paixão do Conde de Almaviva (Miguel de Almeida).
Adaptado por Christophe Laubin, traduzido de Dulce Moreira, com dramaturgia e encenação de Armando Caldas, "O Barbeiro de Sevilha" confirma em Linda-a-Velha a verdade universal e a intemporalidade do Teatro.
"Só é possível corrigir os homens, fazendo-os ver-se tais como são". A citação é do próprio Beaumarchais e, da transição do desenho rítmico da comédia francesa do século XIX para o Intervalo Grupo de Teatro, em Linda-a-Velha, subsistem no texto do autor todos os valores, que Armando Caldas arruma no tempo.
O espectáculo é obrigatório e está em cena até Abril, às sextas e sábados, às 21h.30, e às 16.00 horas, todos os domingos.
Carlos A. Saraiva em Jornal de Oeiras
Beaumarchais é filho de um relojoeiro, sobe na sociedade apesar de levar uma vida aventurosa de homem de várias profissões, demonstrando uma grande capacidade para intervir na vida pública. Viajou muito, foi processado judicialmente várias vezes. Foi negociante e também diplomata. Foi músico e revolucionou o Teatro do seu tempo. Foi adepto das Teorias de Diderot e Voltaire advogando um Teatro ao serviço da filosofia, moralizador, de forma a educar a sociedade do seu tempo, mostrando os seus defeitos através de novos conceitos cénicos e de comédia. Utiliza a sátira política e social usando uma linguagem que caracteriza a construção das personagens e simultaneamente, constrói a intriga, o encadeamento das estórias que originou a uma série de situações cómicas, que provocaram posteriormente a evolução do "vaudeville".
o tema de " O Barbeiro de Sevilha" é a estória de uma jovem, de nome Rosina, que quer a liberdade e o desejo de amar, mas está prisioneira de um velho, de nome Bártolo, que tem por ela um amor possessivo e paranóico criando na sua casa um verdadeiro "cárcere", pretendendo que o mesmo seja
impenetrável, sujeito à submissão de Rosina ao "direito do mais forte". Surge então outro jovem, o Conde de Almaviva, que será a chave para a libertação da rapariga das garras do velho ciumento patético.
Entretanto, temos um Fígaro preponderante e central nas decisões do desenvolvimento da intriga: inteligente, alegre, esperto e inveterado na sua filosofia, ele tem consciência da classe a que pertence, o que me parece ser já um sintoma duma era a nascer (Revolução Francesa). Fígaro não tem nada a perder, tem tudo a ganhar. Não recua quando é preciso ser audaz e atrevido. É um equilibrista, muito lúcido quando convive com os que serve. Gosta da vida e vive-a.
A peça termina com a certeza da juventude ter o direito à liberdade e ao amor.
Beaumarchais foi dos primeiros no Teatro, a ser eco do espírito da Revolução Francesa. A minha encenação segue as imagens teatrais tradicionais, desenvolvendo psicologicamente as personagens, os seus comportamentos face ao amor, à possesividade, à liberdade, à crítica, imprimindo um ritmo de representação adequado à comédia francesa do século XIX.
Com este espectáculo, o INTERVALO, procura levar a todos os cidadãos um contributo para a sua cultura geral, no momento em que nos preparamos para comemorar 38 anos.
Está no blog do Intervalo
http://intervalo-teatro.blogspot.com/
Contactos
Auditório Municipal Lourdes Norberto
Linda-a-Velha
Tlf: 21 414 17 39
Fax: 21 419 97 98
e-mail: intervaloteatro@gmail.com
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